QUEM SOU...

Sou apenas quem digo ser e

Faço apenas aquilo que

Gostaria de ter...

Pois não dizer é muito menos

Do que se ensina a Viver...

Jaz aqui parte do meu eu

Pedaços de meu ser

Cantinho de minhas saudades

Espaço de meus amores:

O palco de minhas verdades...

(Luciane Vieira - 25/02/2009)

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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O QUE SOU DA VIDA

O QUE SOU DA VIDA
(Luciane A. Vieira – 07/10/2013 – 07:44h)

Sou parte deste chão
Que arde infecto...
Profano...
Profundo...
E, ao mesmo tempo,
Fecundo a vida...

Sou parte desta terra...
Natureza vã
Que engole a ferida,
Maltrapilha,
E se permite abrir
Tal qual flor...
Singelamente vazia...

Sou parte deste solo
Que se abre em chamas...
Que tanto amor se planta...
      Que tanto coração se espanta...
E se ilude...
E se fere...
E se perde...
E se mata...
E se ganha...
Sou parte daquele tempo
Que sangrou e se calou
Que de gelo e de mágoa
Se fartou do amor...
Aquele amor que não
Viu nascer...
Nem crescer...
Sequer sentiu seu morrer...
E...
Da cicatriz que não sentiu
Arder...
No vento...
No tempo...
Na espera da luz
Que não viu e ali
Se perdeu...

terça-feira, 28 de maio de 2013


AMAR  AMANDO...
(Luciane A. Vieira – 29/05/2010 – 01:20h)

Eu tanto amei que
De mim esqueci
E nas estradas vívidas
Eu me encontrei em
Sonhares tão belos
E em louvores
Indiscretos...
Tanto me fiz de
Certezas que me
Coroei de luxúrias e
Em vão procurei
No eco das ilusões
A sua face,
Perdida nas esquivas
Esquinas...
Esquecidas...
Do tempo...
E do caos da vida...

PROFUGUS ANGELUS ou ANJO FUGITIVO





PROFUGUS ANGELUS
ou
ANJO FUGITIVO

Um sino toca o despertar da madrugada
Escuto ao longe e penso logo em meu amor que se foi...
Tão só me encontro e me recordo de outros tempos
Em companhia de um alguém que me deixou...

Penso, ao luar, sentindo o frio em minh’alma:
Por onde andas angelus perfidis
Pois triste fico lembrando-me do aconchego
Que tive em seus braços, mas alguém levou...

Meus desenganos não passam de saudade
Meus conflitos não entendem e nem explicam
Mas nada há de se fazer se um se foi e o outro espera,
Impaciente,
Uma nova forma de alguém conseguir amar...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013



ESPECTRO
(Luciane A. Vieira – 04/01/2001)

Eu queria tanto saber
De onde vem o canto
Que embala essa voz,
Embriaga o meu tom
E encara esta canção...
Tem um som tão diferente
Não ouso apenas sentir
Enrosco o meu cantar...
Em meu sabor...
Em meu pulsar...
Em meu pudor...
Queria tanto descobrir
Onde ficou o meu perdão
A emplacar meus dias
De solidão, e,
No véu do passado
Lembra uma ilusão...
Doce paixão: pegou forte
Em meu coração...

Eu quero sentir o som
O ar... A voz... O tom...
Que ficou pra trás
E vem, de novo, acender,
No presente, o segredo
Um novo velho amor
Perdido na solidão de um beijo, e
Presente na ilusão do azul do céu,
Sem uma vaga esperança...
Sem uma nova canção eu fui,
Um difuso espectro,
Sem ser ou ver o que sou...


sábado, 12 de maio de 2012

CAMINHANDO NAS ESTRELAS


CAMINHANDO NAS ESTRELAS
(Luciane A. Vieira – 12/05/2012 – 12:35h)

Caminhando no espaço infinito,
Tocando as estrelas
Nas asas de meu pensamento,
Solto o tempo e imprimo o vento,
Abro meu grito e abafo meus sentidos,
No ilimitado bater de minhas asas
Plácidas e tranquilas,
Esquecendo todo limite
E me embrenhando nas alturas
De meus sentimentos convulsos,
Tão escondidos.
Apelo aos céus
E me espanto
Quando sinto estranhas vozes
A suplicar por paz
Em sons indistintos
No véu aberto
De todo o infinito...
Abri o meu peito
Calei minha voz
Abafei um soluço
E abracei o universo...
Só agora sei qual é
Meu verdadeiro caminho...